ROBERTO HENRIQUE BAGATINI - CRT 30090
Terapeuta Holístico
OLIGOELEMENTOS
Roberto Henrique Bagatini
Biólogo e Terapeuta Holístico
 
         São elementos químicos que estão presentes na matéria vivente, em concentrações iguais ou inferiores a 0,01% do peso corporal seco do organismo humano.(FORSEN, 1897)
         Elementos traços (anglo-saxões)
         No dicionário médico: elemento químico (metal ou metalóide) presente em pequeníssima quantidade (menos que 0,2%) nos seres vivos.
 
RESUMO HISTÓRICO
 
         Primeira utilização no século XIII no tratamento do bócio endêmico que assolou a Suiça (usando esponjas queimadas que posteriormente descobriu-se que aportava o iodo necessário devido a carência do solo dessa região)
         1935 – Porcas submetidas a um regime pobre em cobre produziram leitões anêmicos.
         1937 – Cobalto curou a anemia que dizimava os rebanhos bovinos australianos.
         1952 – cobre melhorava a qualidade de lã das ovelhas.
         1943 – Menetrier – a medicina das funções.
 
PROCESSO METABÓLICO DOS OLIGOELEMENTOS
 
         PROCESSO ESTRUTURAL – o oligoelemento é ligado a uma substância orgânica não-enzimática, como a seguir:
         1.Pigmento sanguíneo: a hemoglobina
         2.Proteína de transporte transferrina...
         3.Proteína de depósito ferrina...
         4.Hormônios: insulina, tiroxina.
         5. Vitamina: B12
         PROCESSO FUNCIONAL – o oligoelemento entra como constituinte da molécula de uma enzima ou é fundamental pela sua função catalítica. (legado terapêutico do oligoelemento)
 
OLIGOELEMENTO E ENZIMA
 
         As enzimas são consideradas catalisadoras, isto é, tem a propriedade de modificar a velocidade de uma reação química sem, contudo, fazer parte no processo e nem se tornar parte do produto formado.
         Catálise = dissolução, afrouxamento.
         Protease (proteína), amilase (amido), carboidrase (carboidrato), lipase (gordura)
         São termolábeis (destruídas pelo calor)
         São encontradas em todas as células vivas, no seu citoplasma ou no seu núcleo, muitas vezes são produzidas pelas células e eliminadas no meio ambiente.
         Sua produção obedece a lei da hereditariedade, sofrendo, porém ação modificadora do ambiente (síntese do DNA e RNA)
         Sua ação depende de temperatura, pH...
         A ação de determinadas enzimas podem ser modificadas pela presença de sais de metais pesados, como chumbo, cobre, mercúrio; pela ação de ácido cianídrico, irradiações (raio X, ultravioleta)
         Algumas enzimas podem ser ativadas por metais e não-metais, como o magnésio, que ativa a fosfatase alcalina, o cloreto de sódio, que ativa a amilase...
 
 
Co-fatores
 
 
         São componentes a mais para que as proteínas enzimáticas possam exercer suas funções catalíticas.
         Grupo de ativadores metálicos: K, Mn⁺⁺, Mg⁺⁺, Ca⁺⁺, Zn⁺⁺.
         A coenzima é uma molécula orgânica termoestável, pequena, que se dissocia facilmente da proteína enzimática, principalmente pela sua diálise. Ex: NAD e NADP.
         As coenzimas podem ser ativadas por íons inorgânicos, daí sua relação com os oligoelementos.
         As enzimas e as coenzimas são de vital importância para a realização de todas as funções metabólicas de todos os seres vivos, daí sua importância na produção e transformação de energia indispensável à vida.
 
OLIGOELEMENTOS ESSENCIAIS
 
         FLÚOR
         SELÊNIO
         COBALTO
         CROMO
         COBRE
         FERRO
         MANGANÊS
         MOLIBDÊNIO
         NÍQUEL
         VANÁDIO
         ZINCO
         SILÍCIO
 
 
PROCESSO ENZIMÁTICO DOS OLIGOELEMENTOS
 
         Os oligoelementos são íons inorgânicos e sabe-se que uma grande parte das enzimas contém, na sua estrutura, oligoelementos ou, no mínimo, precisa de um oligoelemento para que atue como tal.
         No que se refere ao mecanismo dos oligoelementos no contexto enzimático, acredita-se que:
         1. Alguns oligoelementos, tais como o cobre e o ferro, desempenham uma função catalítica como tal. Na presença de parte protéica da enzima, tal enzima fica notavelmente exaltada.
         2. Alguns oligoelementos agem enquanto íon metálico com fator de união entre o princípio ativo da enzima com o substrato que o torna ativada.
         3. Alguns oligoelementos agem como um poderoso centro de atração eletrônica, catalisando importantes reações de óxidoredução
 
Com importância comprovada na manutenção da homeostase:
 
        1. FERRO – hemoglobina, mioglobina, numerosas enzimas
        2. COBRE – condiciona a correta utilização do ferro pelo organismo, transporte de oxigênio, metabolismo do colágeno e elastina (produz consequências indesejáveis nos vasos arteriais)
        3. ZINCO – presente em cerca de cem enzimas, processos hormonais pancreáticos (armazenamento de insulina), atua nos receptores gustativos e olfativos, age em outros processos metabólicos.
        4. MANGANÊS – presente em várias enzimas (arginase que catalisa a reação de hidrólise da arginina em uréia)(enzima que catalisa a transferência de grupos fosfatos)
        5. COBALTO – molécula da vitamina B12
        6. SELÊNIO – antioxidante que previne o envelhecimento precoce
        7. NÍQUEL – associado ao zinco, cobalto e alumínio
        8. CROMO – mecanismo tecidual da glicose
        9. ESTANHO – calcificação óssea
        10. MOLIBDÊNIO – conversão das purinas teciduais em ácido úrico
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS SEGUNDO SUAS REAÇÕES QUÍMICAS
 
         DISSOLUÇÃO: leucemia, anemias diversas, deformações ósseas, úlceras, hemorróidas, osteoporose, vasos sanguíneos frágeis, alterações da pele, dos tecidos, dos órgãos, cáries nos dentes, reumatismo deformante.
         PRECIPITAÇÃO: bico-de-papagaio, esporões, depósitos sólidos nos ossos, tecidos e glândulas, cálculos renais ou biliares, coágulos sanguíneos.
         OXI-REDUÇÃO: úlceras do aparelho digestivo (tecidos, órgãos e glândulas perdem a cor natural e vão perdendo suas funções)
         POLIMERIZAÇÃO: tecidos antes flexíveis adquirem certa rigidez (curtimento). Vasos sanguíneos se reduzem em seu diâmetro.
 
 
TÓXICOS EXÓGENOS
 
         Alumínio
         Arsênico
         Chumbo
         Cobre
         Cádmio
         mercúrio
 
A L E R G I A
 
         All = diferente ou alterada
         Ergon = força
         Faz parte dos mecanismos defensivos do organismo
         A mesma carne que alimenta um homem pode envenenar outro (Lucrécio, I a.C)
         Hipoalergia (ausência de febre diante de uma infecção)
         Hiperalergia (rinite, asma, eczema...)
         Febre é o produto do choque entre antígeno e anticorpos que forma um complexo imunológico que estimula os centros cerebrais a produzir febre e, em decorrência disto, a ocorrência de uma maior produção de imunoglobinas.
         BACTÉRIAS X ANTICORPOS = FEBRE
         Se houver febre baixa ou ausência de febre significa que um dos componentes deste produto está baixo.
         Relação entre alergia e imunidade:
        Se a alergia estiver alta, significa que a imunidade está baixa e vice-versa.
         O ideal para a homeostase é que ambas estejam em equilíbrio.
 
A N E R G I A
 
         an = ausência
         Ergon = força
         Ausência de forças para reagir porque ocorreu um estímulo por demais forte ou porque suas forças foram consumidas, por exemplo, numa tuberculose crônica, onde o organismo já não consegue produzir anticorpos ou reagir a qualquer estímulo.
         Não há mais alergia ou imunidade, indício de piora ou de morte.(anergia negativa)
         Anergia positiva (pneumonia) há neutralização do microrganismo, cai a alergia e restabelece a homeostase, indica cura e aumento da imunidade.
         Alta alergia pode levar à imunidade ou ocorrer doenças auto-imunes em contrapartida ao excesso de resposta imunológica.
 
LEI DE HERING
 
         De cima para baixo
         De dentro para fora
         Na ordem inversa ao aparecimento dos sintomas (eczema atópico – pomadas – supressão – rinite alérgica – corticóide nasal – supressão – asma brônquica). Para que haja cura deve-se fazer o caminho inverso (asma brônquica – cura – rinite alérgica – cura – eczema atópico)
         Processo agudo (hiperergia)           crônico (pouca energia)                  degenerativo.
         Na evolução das Diáteses de Menetrier pode-se dizer que ocorre uma diminuição da alergia, até se chegar à anergia, quando ocorre uma ruptura entre a alergia e a imunidade.
         O oligoelemento atua modulando este processo no sentido de estabelecer o caminho de volta, ruma à diátese original.
 
Assim:
 
         Nível alto de energia
         Diátese I (alérgica ou hiperergica)
         Diátese II (hipostênica ou astenica)
         Diátese III (distônica ou neuroartrítica)
         Diátese IV (anérgica)
         Nível baixo ou zero de energia
         Síndrome de desadaptação (alteração das estruturas mais nobres do organismo e todo eixo hipotálamo-diencéfalo-hipofisário está comprometido na sua função)
 
 
CONSTITUIÇÃO
 
         É o conjunto de caracteres morfológicos e funcionais de um indivíduo num dado momento de sua vida.(Maffei)
         Homeostasia: propriedade hereditária do ser vivo de se perdurar no tempo, mantendo o equilíbrio morfológico e funcional de suas células e tecidos.
         Auto-regulação: mecanismo de adaptação e compensação do organismo (ex: suor)
         Metabolismo (série de reações bioquímicas através das quais o organismo dos seres vivos transformam determinadas substâncias obtidas do meio externo em energia para a manutenção das suas células) = Anabolismo (processos assimilativos e funções vegetativas compostas pelo timo, pineal, pâncreas, paratireóides) + Catabolismo (processos desintegrativos com a tireóide, supra-renais, glândulas sexuais, lobo anterior da hipófise.
         Órgão de choque: menor resistência sofrendo primeiro as consequências frente a uma agressão como estresse, desnutrição, vida sedentária...
 
 
DIÁTESES
 
         É uma predisposição congênita ou adquirida, porém essencial e invariavelmente crônica, em virtude da qual se produzem alterações múltiplas na forma, porém, únicas na essência (Trousseau)
         Certos estados patológicos constitucionais que se distinguem por exagerada predisposição para determinadas moléstias (Maffei)
         Os indivíduos são aparentemente normais, apenas possuem acentuada tendência a manifestar com certa frequência determinadas doenças.
 
 
MUTABILIDADE DAS DIÁTESES
         Como tudo muda no universo, as diáteses também sofrem variações na sua evolução
         Exemplo:
         A passagem da diátese I para II devido a uma infecção virótica ou bacteriana
         A passagem da diátese II para III devido a um estilo de vida desordenado, com excessos que são insuportáveis para a constituição astênica ou hipostênica.
         A passagem da diátese III para a IV, com um envelhecimento precoce e geral num indivíduo jovem, causada por situações psiquicamente estressantes, perturbações psicofísicas ou por excesso de psicofármacos.
         Através de uma terapêutica oligocatalítica adequada, para o tratamento da diátese subsequente, pode-se retornar a diátese de origem.0
 
 
INTER-RELACIONAMENTO DAS DIÁTESES
 
 
         Diáteses I e II
         Adolescência e idade adulta
         Manifestações alérgicas (hemicranias, urticárias, eczemas, asma brônquica essencial)
         Manifestações hipostênicas (ciclotomia, fragilidade respiratória e rinofaríngea)
         Alterações de memória e concentração, astenia matinal e fragilidade crônica.
 
Diátese I e III
 
         Combinação de uma diátese jovem (hiperegica) com uma diátese velha (distônica).
         Pode chegar a lesional
         Variação da tensão arterial
         Palpitações meramente emotivas
         Frequência maior no período paramenopáusico
         O que era alérgico dá lugar a manifestações circulatórias dos membros inferiores com disestesias e cãibras, dor artrítica transforma-se em artroses deformantes fixas e dolorosas.
         Fatigabilidade no período da tarde
         Enxaquecas mais freqüentes e menos intensas.
         Memória se agrava
         Nervosismo evolui até a ansiedade, emotividade e angústia.
 
 
Diátese I e IV
 
         Comumente no adulto (abusa das forças)
         Supressão da alergia
         Surgimento de uma fragilidade a infecções virais ou bacterianas (gripe, hepatite...)
         Aparecimento brusco de reumatismo evolutivo
         Mudança brusca do estado de otimismo para uma apatia com depressão, incluindo desejo de morte.
 
Diátese II e III
 
         Ocorre com menor frequência porque este indivíduo, até por um mecanismo de autoproteção, economiza as suas energias.
         Aumento da ansiedade, emotividade, dificuldades intelectuais
         Acometimento do aparelho digestivo (duodeno, ulcerosas ou não)
 
Diátese II e IV
 
         Muito raro
         Se ocorrer um quadro de tuberculose evolutiva, podendo evoluir para septicemia
         Pode sofrer uma astenia geral
         Estado degenerativo a partir das alterações intestinais
         Reumatismo evolutivo a partir das artrites
         O pessimismo cede lugar à apatia e ao desespero.
 
Diátese III e IV
 
         Modificação da angústia e da ansiedade em idéias obsessivas, com desejo de desaparecer do mapa.
         Sentimento de velhice
         Risco de acidentes vasculares
         Fadiga progressiva
         Perda de vitalidade
 
 
OLIGOELEMENTO E PRINCIPAIS INDICAÇÕES
 
BIOELETRÔNICA
 
         Método de trabalho que possibilita manter o organismo dentro de determinados parâmetros preestabelecidos, com as medidadas de pH (equilíbrio ácido-básico); de rH2 (potencial de óxido-redução) e a medida da resistividade (r) (expressão inversa à concentração de íons) que podem ser mensurados através de líquidos orgânicos como a saliva, a urina e o sangue venoso.
         São coordenadas biológicas que dão informações sobre a saúde do indivíduo num dado momento de sua vida, que são a expressão eletroquímica de seu terreno orgânico.
 
         Como se sabe o pH mede o equilíbrio ácido básico, que compreende uma escala logarítmica variável de 0 a 14, sendo que o pH=7 reflete uma neutralidade neste equilíbrio.
         O potencial de óxido-redução é expresso em unidades de rH2, cuja variação é de 0 a 42.
         A resistividade é medida em ohms por cm e por cm². Varia em função da maior ou menor quantidade de íons no organismo, à semelhança de uma bateria, sobre o qual o pH desempenha papel fundamental para o seu equilíbrio.
         Estes processos metabólicos transcorrem dentro de limites estritos para cada uma destas medidas, cujos valores máximos e mínimos permitidos são:
        1. pH entre 6 e 9,4
        2. rH2 entre 13 e 35
        3. r entre 100 e 400
         Torti afirma que a alimentação deve evitar a alcalose, a oxidação e a mineralização do terreno, uma vez dizer que na zona francamente alcalino-oxidada ocorre uma predisposição à formação de neoplasias, reumatismo degenerativo, desencadeamento de senelidade precoce, depressão imunitária e outros.
         Cuidado na administração de substâncias que podem propiciar a diátese IV, anérgica, que se caracteriza por ser alcalina e oxidada. Um organismo anérgico está a mercê de tudo e de todos.
 
 
Observações:
 
         Psoríase: o organismo tem alta falta de água intracelular.
         Para combater a acidez no sangue o organismo usa os minerais alcalinos, ocasionando osteoporose, amnésia, anemias, leucemia.
         Suprarenal maior em pessoas com nervosismo excessivo
         Zinco baixo diminui o olfato e o paladar.
         Excesso de chumbo: crueldade, demência e perseguição.
         Hiperatividade de crianças: excesso de chumbo e alumínio.
         Depressão está relacionada com hipoglicemia, hipotireoidismo.
 
 
         Cobre-ouro-prata pergunta-se: tem anergia? Tem depressão? Tem infecções frequentes?
         Tireóide desequilibrada: cistos no ovário
         Magnésio pode causar intolerância digestiva (diarréia)
         Manganês: crises rápidas
         Manganês-cobre: crises frequentes: crianças raquíticas